Análise da qualidade de drogas vegetais comercializadas como espinheira-santa (Monteverdia ilicifolia (Mart. ex Reissek) Biral) no Oeste do Paraná

Autores

  • Gustavo Souza de Sá Centro de Ciências Médicas e Farmacêuticas - CCMF/Laboratório de Farmacognosia e Fitoquímica/Universidade Estadual do Oeste do Pananá – UNIOESTE https://orcid.org/0009-0001-4625-7130
  • Kétlyn Victoria Turetta Centro de Ciências Biológicas e da Saúde – CCBS/Laboratório de Anatomia e Morfologia de Plantas/Universidade Estadual do Oeste do Pananá – UNIOESTE. https://orcid.org/0009-0007-6213-8290
  • Shirley Martins Silva Centro de Ciências Biológicas e da Saúde – CCBS/Laboratório de Anatomia e Morfologia de Plantas/Universidade Estadual do Oeste do Pananá – UNIOESTE. https://orcid.org/0000-0002-7696-8865
  • Laura da Costa Camargo Centro de Ciências Médicas e Farmacêuticas - CCMF/ Laboratório de Controle Microbiológico de Água, Alimentos e Medicamentos/Universidade Estadual do Oeste do Pananá – UNIOESTE. https://orcid.org/0009-0007-4205-8701
  • Fabiana André Falconi Centro de Ciências Médicas e Farmacêuticas - CCMF/ Laboratório de Controle Microbiológico de Água, Alimentos e Medicamentos/Universidade Estadual do Oeste do Pananá – UNIOESTE. https://orcid.org/0000-0002-1377-8247
  • Maria Tereza Rojo de Almeida Centro de Ciências Médicas e Farmacêuticas - CCMF/Laboratório de Farmacognosia e Fitoquímica/Universidade Estadual do Oeste do Pananá – UNIOESTE https://orcid.org/0000-0002-1957-8561

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2026.094501

Palavras-chave:

Maytenus, taninos, adulteração

Resumo


A espinheira-santa (Monteverdia ilicifolia (Mart. ex Reissek) Biral) é utilizada no tratamento de distúrbios gastrointestinais, entretanto, relatos apontam sua frequente adulteração quando adquiridas no comércio. O estudo avaliou a qualidade das drogas vegetais comercializadas como “espinheira-santa” no varejo de Cascavel, Paraná, com foco nos parâmetros de identidade, pureza e doseamento preconizados pela Farmacopeia Brasileira. A análise morfológica e anatômica das folhas demonstrou que sete das 10 amostras correspondiam à espécie Monteverdia ilicifolia, enquanto três apresentaram características compatíveis com Sorocea bonplandii. As amostras autênticas apresentaram manchas cromatográficas correspondentes à epicatequina, enquanto as adulteradas não exibiram esse marcador químico, confirmando adulteração. Os teores de água e cinzas totais permaneceram dentro dos limites farmacopeicos; entretanto, todas as amostras apresentaram valores elevados de matéria estranha, variando de 34,78% a 89,28% (máximo 2,0%). Além disso, todas apresentaram índice de espuma inferior ao mínimo estabelecido (<250) e nenhuma atingiu o teor mínimo de 2,0% de taninos totais. As análises microbiológicas não detectaram presença de patógenos, enquanto os metais potencialmente tóxicos (Cd, Pb e Ni) apresentaram valores abaixo do limite de quantificação, também houve diferença na concentração de Fe e Mn entre as amostras de M. ilicifolia e S. bonplandii. Os resultados demonstram que as drogas vegetais avaliadas não atendem aos requisitos mínimos de qualidade, evidenciando problemas relacionados à adulteração, presença de impurezas e baixos teores de marcadores químicos. Isso indica a necessidade de maior fiscalização e de melhores práticas de manejo e comercialização dessas plantas medicinais.

Downloads

Publicado

2026-10-21

Como Citar

Souza de Sá, G., Victoria Turetta, K., Martins Silva, S., da Costa Camargo, L., André Falconi , F., & Rojo de Almeida, M. T. (2026). Análise da qualidade de drogas vegetais comercializadas como espinheira-santa (Monteverdia ilicifolia (Mart. ex Reissek) Biral) no Oeste do Paraná. Scientia Plena, 22(9). https://doi.org/10.14808/sci.plena.2026.094501