Cartografando o silêncio do solo: a dinâmica do carbono orgânico no solo de 1987 a 2023 em Mato Grosso
DOI:
https://doi.org/10.14808/sci.plena.2026.019906Palavras-chave:
mudanças climáticas, desmatamento, geotecnologiasResumo
Manter o carbono no solo é fundamental para a fertilidade, retenção hídrica e equilíbrio climático. Contudo, o desmatamento sem um programa de manejo adequado acelera a perda de carbono orgânico do solo (COS), intensificando a erosão e liberando CO₂, o que compromete os serviços ecossistêmicos. Este estudo investiga a dinâmica espaciotemporal do COS no estado de Mato Grosso, Brasil, com foco nas implicações do desmatamento e expansão agropecuária sobre a estabilidade deste elemento. O objetivo do estudo é analisar tendências entre 1987 e 2023, utilizando dados integrados da plataforma MapBiomas Solo v2.0, Google Earth Engine e QGIS, aliando geotecnologias ao cruzamento de históricos de uso da terra. A metodologia envolveu a análise de séries temporais e elaboração de mapas temáticos, validados por métricas estatísticas como RMSE e R². Os resultados indicam aumento global modesto (0,88%) dos estoques de COS no período, mas ressaltam um preocupante aumento de áreas com baixo teor de carbono; regiões de desmatamento intenso, como no Pantanal e Cerrado, apresentaram grande vulnerabilidade à perda de carbono, enquanto terras indígenas e unidades de conservação se destacaram como hotspots de estoque. As discussões salientam que, embora práticas conservacionistas possam mitigar perdas, a restauração dos estoques naturais exige ações contínuas, políticas específicas e incentivos como créditos de carbono. Conclui-se que o monitoramento sistemático e a proteção de áreas prioritárias são indispensáveis para a resiliência edáfica regional. O fortalecimento de bancos de dados e um inventário nacional de COS são recomendados para subsidiar políticas públicas e adaptação climática.
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