A Geografia do espaço da miséria

Alexandrina Luz Conceição

Resumo


Nas décadas de sessenta e setenta do século XX, diante da metropolização urbana, a Geografia assumiu o discurso da denúncia. A leitura geográfica indicava espaços desiguais possíveis de serem corrigidos frente ao reordenamento espacial, através de políticas públicas. O discurso geográfico acompanhou os ditames da leitura cepalina da economia dual, submetendo à camisa de força a categoria geográfica espaço, identificado como área, condição fronteiriça da localidade da unidade administrativa. Não houve preocupação com as contradições, apenas o registro das sinalizações. Ao conceber o espaço a partir do entendimento da concepção crítica – do espaço produzido no processo de determinação histórica das relações capital e trabalho, objetiva-se analisar as relações mais amplas. Neste sentido, a dimensão do espaço perpassa o vivido na sua determinação histórica, o concebido e a realidade percebida. É responsabilidade do geógrafo, ver a espacialização da miséria não como simples registro de paisagem, mas como sujeito responsável por sua alteração na luta pelo fim do capital. Logo, revolucionário de um tempo presente, de um tempo histórico. 

Palavras-chave


mobilidade do trabalho; espaços desiguais; relação capital-trabalho; espacialização da miséria

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