Exigências térmicas e filocrono de Dipteryx alata sob níveis de sombreamento na transição Cerrado-Amazônia

Autores

  • Daniela Roberta Borella Programa de Pós-Graduação em Física Ambiental, Instituto de Física, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, MT, Brasil http://orcid.org/0000-0003-2941-2116
  • Adilson Pacheco de Souza Professor Adjunto IV, Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT, Brasil http://orcid.org/0000-0003-4076-1093
  • Andréa Carvalho da Silva Professora Adjunta IV, Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT, Brasil http://orcid.org/0000-0003-2921-3379
  • Rafaella Teles Arantes Felipe Professora Adjunta, Instituto de Ciências Naturais, Humanas e Sociais, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT, Brasil
  • Kalisto Natam Carneiro Silva Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT, Brasil http://orcid.org/0000-0001-9755-9086
  • Júlio Henrique Germano de Souza Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT, Brasil http://orcid.org/0000-0001-5233-2064

DOI:

https://doi.org/10.14808/sci.plena.2020.051702

Palavras-chave:

Baruzeiro, Emissão de folhas, Temperatura basal

Resumo

Objetivou-se avaliar se níveis de sombreamento afetam as exigências térmicas e o filocrono de mudas de Dipteryx alata, na estação seca da região de transição Cerrado-Amazônia. Foram empregadas telas poliefinas pretas (35; 50; 65 e 80% de sombreamento) e telas coloridas (termorefletora, vermelha, azul e verde, ambas com 50% de sombreamento) e pleno sol (referência). As temperaturas basais foram obtidas por regressões polinomiais entre temperatura do ar no interior dos telados de sombreamento e área foliar total por muda. O filocrono foi obtido por ajustes polinomiais entre o número médio de folhas e de folíolos com a soma térmica acumulada. A temperatura basal máxima e mínima de Dipteryx alata foi de 39,81 e 10,10°C.  Não ocorreram diferenças significativas no número de folhas e folíolos, contudo, o incremento do nível de sombreamento aumentou a necessidade de energia térmica para o surgimento de folhas e folíolos (238,96°C.dia-1.folha-1 e 28,40°C.dia-1.folíolo-1) em relação ao pleno sol (166,44°C.dia-1.folha-1 e 17,10°C.dia-1.folíolo-1). Na tela de sombreamento vermelha (50%) ocorreram menores valores de filocrono para a emissão de uma nova folha (147,90°C.dia-1.folha-1) e de folíolo (20,39°C.dia-1.folíolo-1). O surgimento e a expansão foliar de mudas de Dipteryx alata depende da dinâmica microclimática quanti-qualitativa da radiação solar incidente, contudo, a espécie apresenta forte adaptabilidade fenotípica a diferentes condições ambientais. Para aumentar a área foliar e consequentemente a atividade fotossintética da planta, recomenda-se a produção das mudas de Dipteryx alata sob sombreamento, exceto sob a tela azul.

Biografia do Autor

Daniela Roberta Borella, Programa de Pós-Graduação em Física Ambiental, Instituto de Física, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, MT, Brasil

Engenheira Florestal, Mestre em Física Ambiental, Doutoranda em Física Ambiental pela UFMT.

Adilson Pacheco de Souza, Professor Adjunto IV, Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT, Brasil

Engenheiro Agrícola, Mestre em Agronomia, Doutorado em Agronomia pela UNESP.

Andréa Carvalho da Silva, Professora Adjunta IV, Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT, Brasil

Engenheira Agrônoma, Mestre em Agronomia, Doutorado em Agronomia pela UNESP.

Rafaella Teles Arantes Felipe, Professora Adjunta, Instituto de Ciências Naturais, Humanas e Sociais, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT, Brasil

Bióloga, Mestre em Fisiologia Vegetal, Doutorado em Fisiologia e Bioquímica de Plantas pela ESALQ.

Kalisto Natam Carneiro Silva, Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT, Brasil

Graduando em Engenharia Florestal pela UFMT.

Júlio Henrique Germano de Souza, Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais, Universidade Federal de Mato Grosso, Sinop, MT, Brasil

Graduando em Engenharia Florestal pela UFMT.

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Publicado

2020-06-23

Edição

Seção

Artigos