Estudo etnobotânico de plantas medicinais hipoglicemiantes no bairro Maracanã no município de São Luís, Maranhão, Brasil

Wellyson da Cunha Araújo Firmo Firmo, Paulo Riberto Melo Gomes, Crisálida Machado Vilanova

Resumo


A utilização de plantas medicinais no tratamento de várias doenças ocorre há milhares de anos, e muitas vezes são o único recurso terapêutico de muitas comunidades e grupos étnicos. O diabetes é uma doença metabólica caracterizada por hiperglicemia associada a complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos. O presente trabalho teve como objetivo realizar um estudo etnobotânico das plantas medicinais utilizadas como hipoglicemiantes por residentes do bairro Maracanã do município de São Luís-MA. Foram entrevistadas 100 pessoas, onde aplicou-se um questionário semiestruturado contendo as variáveis: socioeconômica e demográfica, plantas utilizadas como hipoglicemiante, parte do vegetal, modo de uso, forma farmacêutica empregada, forma de obtenção do conhecimento da planta e de sua indicação, a coleta dos dados foi no período de agosto de 2013 a janeiro de 2013, caracterizando um pesquisa analítica, descritiva com abordagem quantitativa. Observou-se que 71% dos entrevistados foram mulheres, sendo 29% diabéticos entre a faixa etária de 40-59 anos (45%), sendo que 39% tinha o ensino médio e renda salarial de 1 a 3 salários mínimos (61%). Foram mencionadas 27 espécies vegetais utilizadas com a finalidade hipoglicêmica, sendo as mais citadas a pata-de-vaca (Bauhinia forficata), com 19,3% e a insulina vegetal (Cissus sicyoides) com 15,3%. Várias plantas medicinais são utilizadas para o tratamento do diabetes, constatando-se, assim, a importância de estudos etnobotânicos associados a etnofarmacologia, afim de comprovarem a ação terapêutica de espécies vegetais corroborando para a garantia da eficácia e segurança na utilização pela população.


Palavras-chave


Etnobotânica; Diabetes; Plantas medicinais.

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