Avaliação Epidemiológica das Incapacidades Físicas em Pacientes com Hanseníase

Thomás Barbosa Mendes

Resumo


A hanseníase é uma doença milenar de caráter infectocontagioso, quando não tratada pode acarretar incapacidades, sendo considerada um problema de saúde pública. Esta pesquisa objetivou descrever o perfil epidemiológico dos casos novos de hanseníase no município de Montes Claros, Minas Gerais, Brasil, no período de 2002 a 2012. Trata-se de um estudo epidemiológico transversal, descritivo, que utilizou dados disponíveis no site do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Foram registrados, 694 casos novos da doença, com predominância do sexo masculino, a maioria na faixa etária economicamente ativa de 35 a 49 anos. O percentual médio de incapacidade grau I na cura foi de 5,06% e grau II 11,69% dos doentes e a média do coeficiente de detecção da hanseníase foi de 1,79 casos novos a cada 10,000 habitantes com pico máximo em 2003 e declínio a partir de 2009. Observou-se que a magnitude da hanseníase no município foi elevada, no entanto em 2012 ficou abaixo da estimativa do Ministério da Saúde. Ao longo da série houve redução de casos novos que vem caminhando ao longo dos últimos quatro anos com decréscimo do coeficiente de detecção. A redução das incapacidades na cura a sugere que o diagnóstico tardio da doença diminuiu no último ano pesquisado do trabalho.


Palavras-chave


Hanseníase, incidência,epidemiologia

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