Como identificar exposições parciais às radiações ionizantes? Proposta de um método citogenético

T. S. Fernandes, E. B. Silva, M. M. P. L. Pinto, A. Amaral, David Lloyd

Resumo


Em casos de incidentes radiológicos ou de exposições humanas ocupacionais às radiações ionizantes, a maioria das exposições não é de corpo inteiro, e sim parcial. Neste contexto, se a dosimetria citogenética for empregada, haverá uma subestimação da dose absorvida devido à diluição de células irradiadas com as células não irradiadas. Considerando a exigência normativa da NR 32 – Segurança e Saúde no Trabalho de Serviço de Saúde – que recomenda a dosimetria citogenética na investigação de exposição acidental às radiações ionizantes, faz-se necessário o desenvolvimento de um método que permita a identificação das exposições parciais. Neste sentido, foi simulada uma irradiação parcial do corpo, in vitro, na qual 70% da amostra de sangue periférico de um indivíduo saudável foi irradiada com 4 Gy de raios X e misturada com 30% da amostra não irradiada do mesmo doador. Alíquotas das amostras foram cultivadas por 48 e 72 horas. O prolongamento do tempo de cultivo de 48 para 72 horas não alterou significativamente a frequência de dicêntricos. Em contrapartida, quando apenas células em M1 (primeira divisão celular) foram analisadas, observou-se um aumento da frequência de dicêntricos. O prolongamento do tempo de cultura permitiu que as células em atrás mitótico devido à irradiação tivessem tempo suficiente de atingir metáfase, permitindo que os danos fossem visualizados. Os resultados desta pesquisa sugerem o método proposto como ferramenta importante na investigação de exposições individuais, permitindo associar a análise citogenética com o real percentual de células irradiadas, contribuindo significativamente para tomada de decisão em termos de saúde ocupacional.Palavras-chave: Irradiações parciais, dosimetria citogenética, NR-32.

Palavras-chave


Irradiações parciais, dosimetria citogenética, NR-32

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